Tecnologia para aferir cumprimento de regras de higiene das mãos

Dois hospitais americanos testaram uma tecnologia para determinar se a adesão às regras de higiene das mãos pode ser aumentada. A ideia é medir a adesão à higiene das mãos e comparar a eficácia de diferentes métodos de fornecer feedback aos trabalhadores sobre o grau de eficácia da forma como realizam este procedimento.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla original) estima que, em 2011, tenham sido contraídas 722 mil infeções associadas aos cuidados de saúde em unidades de cuidados intensivos de hospitais dos EUA. Muitas destas infeções podem ser transmitidas através do contacto, pelo que os trabalhadores têm um papel de grande relevância nesta matéria.

De acordo com a CDC e a Organização Mundial de Saúde, a performance na higiene das mãos é considerada uma das mais importantes áreas de intervenção para prevenir infeções nos cuidados de saúde.

“Ao aumentar a higiene das mãos, os hospitais podem reduzir significativamente a incidência de infeções”, afirma Jesse Jacob, professor de Medicina e epidemiologista num dos hospitais onde o estudo foi conduzido.

A metodologia

Neste estudo, recorreu-se a sofisticados sensores eletrónicos, acoplados a dispensadores de sabonete e álcool nos quartos dos pacientes e nos corredores dos dois hospitais. Num deles, um hospital universitário urbano, a tecnologia foi instalada em cinco unidades de cuidados intensivos de adultos e em dois outros pisos. No outro hospital, uma unidade mais pequena, as unidades de monitorização foram instaladas numa unidade de cuidados intensivos e num outro piso.

Os trabalhadores, que se voluntariaram para este estudo, usaram crachás com tecnologia Bluetooth para comunicar com os sensores. Os sensores detetam se um trabalhador está nas redondezas e registam o uso de álcool ou sabão. Adicionalmente, os sensores nos quartos dos pacientes estão equipados com ultrassom para detetar se as pessoas que entram e saem do quarto têm ou não placa de identificação.

Em algumas fases do estudo, é ativado um lembrete sonoro no caso de um trabalhador entrar e sair do quarto sem lavar as mãos.

O projeto, que se iniciou em 2016, tem uma duração de três anos. Numa fase inicial, as unidades de saúde recebem feedback das suas taxas de adesão à higiene das mãos a partir dos registos eletrónicos. Numa fase seguinte, introduz-se feedback imediato através de voz. Neste contexto, serão testados diferentes lembretes por voz. Será igualmente testada uma combinação de métodos de feedback.

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