Vigilância de Processos na Garantia da Segurança Alimentar e da Qualidade Nutricional em Unidades Hospitalares

Os serviços de alimentação hospitalar têm como objetivo fornecer aos doentes/utentes, bem como a familiares/visitantes e funcionários, alimentos que atendam às necessidades nutricionais, microbiologicamente seguros e servidos em tempos convenientes e apropriados. A alimentação é uma área vital e de impacto marcante para o doente. Contribui diretamente para o seu bem-estar e melhoria da sua qualidade de vida, e indiretamente pode propiciar a redução do tempo de internamento, rentabilizando desta forma todos os recursos envolvidos. Além disso, a alimentação disponibilizada representa ainda um papel importante na vertente emocional, que não se deve sobrepor à necessidade de segurança de uma população vulnerável como a que encontramos em meio hospitalar.

Segundo a Resolução ResAP (2003) do Conselho da Europa sobre alimentação e cuidados nutricionais nos hospitais, aos Estados-Membros compete a elaboração e aplicação de recomendações nacionais para os cuidados alimentares e nutricionais nos hospitais. Nesta Resolução são enunciadas cerca de 100 recomendações específicas englobadas em diferentes categorias, a serem implementadas pelos hospitais com o propósito de combater a desnutrição hospitalar e promover a recuperação dos doentes e da sua qualidade de vida.

O fornecimento da alimentação em ambiente hospitalar proporciona uma oportunidade para o indivíduo adotar hábitos alimentares saudáveis. O internamento hospitalar poderá representar um momento de literacia dos princípios de alimentação saudável e segura. Para tal, é importante que haja coerência entre o aconselhamento dietético e o que realmente é fornecido pelos serviços de alimentação hospitalar. Qualquer tipo de dieta deverá ser fornecido de acordo com as características adequadas ao indivíduo em causa e com sabor e aparência agradáveis. Neste âmbito, considera-se que a padronização de um Manual de Dietas Hospitalares é de vital importância para a uniformização das características de cada dieta, assim como a sua adequação às necessidades nutricionais dos doentes.

Margarida Saraiva, Mariana Coelho Santos, Cristina Belo Correia 

Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde

Artigo publicado na edição nº15 da HS 

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