Criada primeira unidade de hospitalização domiciliária privada do país

  • 19 novembro 2020, quinta-feira
  • Gestão

A CUF disponibilizou, “pela primeira vez no setor privado em Portugal”, um serviço de hospitalização domiciliária, a pensar na preferência dos doentes por cuidados de proximidade, a tendência de envelhecimento da população com doenças crónicas associadas e a crescente necessidade de vagas para internamento nas unidades de saúde, a par com as necessidades específicas impostas pela pandemia COVID-19.

De acordo com o comunicado divulgado pela CUF, este serviço possibilita o internamento no conforto de casa do doente, com prestação de cuidados e rigor e segurança clínica idênticos ao internamento convencional, diferenciando-se “por estar integrado com os Hospitais CUF, de norte a sul do país, e por contar com uma equipa de profissionais de saúde dedicada, com vasta experiência e competências diferenciadas”.

Para a CUF, no atual contexto da pandemia Covid-19, a hospitalização domiciliária pode ser parte da solução de resposta do sistema de saúde, uma vez que pode representar o aumento da capacidade de internamento, garantindo todas as recomendações de segurança e qualidade clínica.

O Diretor Clínico dos Cuidados Domiciliários CUF, Pedro Correia Azevedo, assegura que “a hospitalização domiciliária permite diminuição das complicações do internamento, o tempo de imobilização e de internamento, melhorar a qualidade do sono e aumentar da autonomia do doente e da família face à gestão da situação clínica, potenciando, assim, a humanização da medicina e dos cuidados de saúde”.

A equipa médica e de enfermagem dos Cuidados Domiciliários acompanha as necessidades do internamento 24 horas por dia, sete dias por semana, para além de assegurar duas visitas presenciais por dia, com médico e enfermeiro.

“O objetivo é garantir cuidados hospitalares em casa, associados a um aumento do conforto, bem-estar e satisfação dos doentes durante o processo agudo da doença ou durante a agudização da patologia crónica de que padece”, explicou o médico especialista de Medicina Interna. 

O internamento feito através da Unidade de Hospitalização Domiciliária CUF obedece a critérios objetivos que passam pela avaliação de condições clínicas, sociais e geográficas de cada doente, sendo a admissão voluntária. 

Para a CUF, do ponto de vista clínico, entre alguns dos diagnósticos elegíveis para a hospitalização domiciliária podem estar insuficiência cardíaca, infeções respiratórias, urinárias, da pele e tecidos moles e infeções desenvolvidas na sequência de colocação de material protésico.

A Unidade de Hospitalização Domiciliária tem ainda um “papel importante na antecipação de alta hospitalar convencional para doentes cirúrgicos, por exemplo, na área de Neurocirurgia, Ortopedia e Cirurgia Geral, podendo o internamento ser completado em casa dos doentes”.

De acordo com Pedro Correia Azevedo, “todos os doentes têm um plano de tratamento individualizado que contempla acompanhamento diário e presencial de uma equipa de médicos e enfermeiros, numa equivalência total de cuidados face ao internamento a que o doente estaria sujeito num hospital, com ganhos de saúde evidentes para o doente e reforço de conhecimentos em saúde para os cuidadores e/ou familiares”.

A implementação deste projeto, pioneiro no setor privado em Portugal, teve início no mês de junho com o arranque de um projeto piloto no Hospital CUF Infante Santo e no Hospital CUF Descobertas, estando agora a ser alargado de forma faseada a outros Hospitais CUF.

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