Como motivar no processo de limpar - uma realidade do Centro Hospitalar Barreiro Montijo

As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) constituem um problema importante de saúde pública por serem causa significativa de morbilidade e mortalidade e pela sobrecarga que representam para os doentes, profissionais e sistemas de saúde. A situação agrava-se pelo facto de a emergência e propagação de microrganismos resistentes aos antimicrobianos dificultar o controlo destas infeções (OMS, 2010). O risco de adquirir uma IACS é universal, ocorre em todas as instituições onde se prestam cuidados de saúde e em qualquer parte do mundo.

O ambiente que rodeia o doente constitui um importante reservatório de microrganismos, incluindo os multirresistentes aos antibióticos (MoMR) que têm a capacidade inata de sobreviver nas superfícies por longos períodos de tempo. Após algumas horas de um doente estar internado, toda a área que o rodeia (unidade) fica contaminada com a sua flora.

As precauções básicas de controlo de infeção (PBCI), englobam 10 componentes, sendo a higiene das mãos e o controlo ambiental duas das que neste momento estão em maior destaque no Centro Hospital Barreiro Montijo (CHBM).

A importância da higienização das superfícies

               

A transmissão dos microrganismos das superfícies para os doentes faz-se principalmente através das mãos dos profissionais. Enquanto a lavagem das mãos é importante para minimizar o impacto dessa transferência, limpar e desinfetar as superfícies é fundamental na redução do seu potencial contributo para a incidência das IACS.  É fundamental para o controlo de qualidade do ambiente hospitalar a elaboração de protocolos de higienização, limpeza e manutenção das superfícies estruturais do ambiente, adaptados a cada área e de acordo com os níveis de risco para transmissão de infeção.              

A limpeza é um processo que consiste na remoção da sujidade visível e da contaminação orgânica das superfícies, usando-se a ação física de lavagem com água e detergente ou agentes químicos apropriados.

Tem, assim, uma função estética, ao restaurar a aparência, prevenir a deterioração e uma função microbiológica ao reduzir a carga de microrganismos. Estima-se que cerca de 80% a 85% dos microrganismos são eliminados durante o processo de limpeza e a desinfeção consegue eliminar 90% a 95% dos microrganismos.  (...)

Artigo publicado na Edição nº 16

Paulo André Fernandes, Coordenador do Grupo Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (GCL-PPCIRA) do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, EPE (CHBM, EPE)

Filipa Gonçalves; Rosário Rodrigues; Andreia Marques, Enfermeiras do GCL- PPCIRA do CHBM, EPE

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