A indústria têxtil no controlo (certificado) da pandemia

Por Cátia Vilaça

A mobilização da indústria têxtil na resposta à pandemia de covid-19 não se fez esperar, mas produzir equipamentos de proteção individual (EPI) seguros requer um tipo de conhecimento diferente daquele que as empresas que produzem vestuário e calçado detém.

Por isso, desde cedo a indústria procurou o know-how do CITEVE, centro tecnológico sediado em Famalicão que disponibiliza às empresas do setor ensaios laboratoriais, certificação de produtos, consultoria técnica e I&D.

Conforme explicava o Diretor-Geral, Braz Costa, num vídeo publicado a 8 de abril, as matérias-primas utilizadas em equipamentos como máscaras são habitualmente produzidas na Ásia, o que levanta problemas de aprovisionamento incompatíveis com a necessidade súbita e massiva deste tipo de equipamento. Por isso, o CITEVE procurou, entre materiais produzidos em Portugal, aqueles que pudessem ser usados para este fim. Da análise de mais de 200 tipos de materiais resultou a identificação de vários aptos a este uso. A essa identificação seguiu-se o apoio à produção, através da disponibilização às empresas de fichas técnicas tipo, com o objetivo de as capacitar a adaptar as suas unidades à produção de EPI para o setor da saúde e de máscaras sociais.

Orientações para dispositivos médicos e fardamento hospitalar

Além das máscaras, também para o restante fardamento e roupa hospitalar foram criadas fichas a partir das quais os fabricantes podem orientar-se na produção de equipamento. Apresenta-se em seguida um resumo das principais características a ter em conta, sendo que a quantificação dos parâmetros exigidos e outras informações devem ser consultados no site do CITEVE.

As fichas técnicas abrangem sete segmentos: Dispositivos Médicos, Fardamentos, Vestuário de Doentes, Cama e Higienização, Máscaras Descartáveis Tipo I e II e Máscaras Sociais Reutilizáveis.

Dispositivos Médicos

O segmento de Dispositivos Médicos abrange a bata cirúrgica descartável, o cobre-botas descartável, o cobre-sapatos descartável, a cógula descartável, o coverall descartável, o manguito e perneira descartável, a bata cirúrgica reutilizável, o cobre-botas reutilizável, o cobre-sapatos reutilizável, a cógula reutilizável, o coverall reutilizável e o manguito e perneira reutilizável. Todos estes dispositivos têm apenas de cumprir os requisitos de desempenho padrão e não de desempenho elevado, dado os primeiros serem suficientes para a utilização destes materiais em ambientes de exposição a COVID-19. (...)

Artigo completo na Hotelaria e Saúde nº17 jan/jun 2020

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