ULS Castelo Branco monitoriza à distância doentes com insuficiência cardíaca

  • 02 fevereiro 2021, terça-feira
  • Gestão

O Serviço de Cardiologia do Hospital Amato Lusitano, integrado na Unidade Local de Saúde (ULS) Castelo Branco, está a trabalhar num projeto em que os doentes com insuficiência cardíaca partilham os seus dados sem terem de se deslocar a Castelo Branco.

“Trata-se de uma teleconsulta, mas com dados objetivos, obtidos em tempo real a partir dos dispositivos implantados, alguns para tratamento da insuficiência cardíaca, mas também de pacemakers corrigindo bloqueios cardíacos”, disse à agência Lusa o diretor do Serviço de Cardiologia, Francisco Paisana.

O hospital começou a trabalhar com o Centro de Saúde da Sertã neste projeto há cerca de um ano. Este permite que os doentes com insuficiência cardíaca consigam partilhar os seus dados sem terem de se deslocar à unidade de saúde albicastrense.

A Sertã, no distrito de Castelo Branco, é um dos concelhos com maior número de pessoas a implantar pacemakers, um cenário que é justificado pelo envelhecimento da população. Este município é ainda um dos que está mais distante do Centro de Pacing da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB). Com este projeto, os doentes da Sertã e dos concelhos limítrofes podem ser seguidos.

A tecnologia utilizada permite ainda efetuar a consulta de vigilância dos parâmetros de funcionamento, transmitindo a partir do Centro de Saúde para a Unidade de Pacing de Castelo Branco que regista e orienta futuras consultas.

“Assim temos a vantagem da consulta de proximidade com os benefícios inerentes”. Não só na “implantação e vigilância remota dos pacemakers alocados ao tratamento da insuficiência cardíaca (onde se inclui o pacing hisiano), mas também na vigilância em tempo real dos pacemakers comuns”, sublinhou o cardiologista.

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