As três dificuldades da gestão hospitalar

  • 31 dezembro 2019, terça-feira
  • Gestão

Em 2012, fui desafiado para encabeçar um projeto que se consubstanciava na constituição de um serviço na área da hotelaria hospitalar. O âmbito de atuação de um serviço na área hoteleira não está definido em qualquer dispositivo normativo ou recomendação da ACSS ou DGS, pelo que varia conforme a entidade hospitalar. No entanto, creio ser relativamente unânime para o leitor que o âmbito de atuação da gestão hoteleira assenta fundamentalmente nas áreas da alimentação, ambiente, lavandaria, limpeza e segurança. A estas poder-se-iam juntar outras como atendimento presencial e telefónico e o transporte de doentes, mas, no presente artigo, apenas aflorarei as cinco grandes áreas referidas, pois são estas que fazem parte da minha atual vida profissional.

Em sete anos aprendemos muito. Sim, aprende-se a ler sobre matérias hoteleiras, a analisar o mercado, a conviver com a lei, com os prestadores de serviços e com as pessoas. Lida-se com as expectativas dos profissionais, utentes, colaboradores do Serviço, prestadores de serviços e das administrações. Não é, provavelmente, a área mais difícil na gestão hospitalar. Todavia, concordará o leitor mais experimentado e conhecedor da realidade de um hospital, a gestão hoteleira, sendo impactante no bom funcionamento da entidade, é decisiva para a prestação de serviços de saúde de qualidade à população. Essa importância é hoje, creio, reconhecida pela maioria dos atores e decisores hospitalares.

Não se julgue, porém, que o quotidiano do gestor hoteleiro é fácil.  E não o é por um conjunto de fatores endógenos e exógenos à própria instituição. De acordo com a minha experiência, apresento as três grandes dificuldades à prossecução de uma efetiva gestão hoteleira num hospital público, assente no objetivo da melhoria sustentada das condições hoteleiras.

A falta de orientação estratégica, a complexidade da lei vigente e o modelo de financiamento, que contêm subcapítulos como o orçamento disponível, o ciclo político, a gestão de expectativas e a informação em tempo útil. Confuso? Não, todos estes fatores se correlacionam entre si, tendo vários pontos conexos, implicando uma ginástica gestionária e a existência de uma amplitude nos pontos de equilíbrio a cada conjuntura. (...)

Artigo completo na Hotelaria e Saúde nº16 jun/dez 2019

André Sardinha, diretor do Serviço de Operações Hoteleiras do Centro Hospitalar de São João

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