Centro Hospitalar de Leiria com sistema que deteta medicamentos falsificados

  • 02 setembro 2019, segunda-feira
  • Gestão

Já em pleno funcionamento, o sistema do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) envolveu a introdução de mais uma opção na plataforma informática do respetivo Serviço Farmacêutico, como também um investimento por parte do CHL nos leitores de códigos.

Desenvolvido pelo atual software do hospital e classificado como inovador por esta unidade, este sistema envolve a verificação manual da integridade de cada embalagem de medicação rececionada no Serviço Farmacêutico, assim como da integridade do dispositivo de prevenção de adulteração do medicamento (que sela a embalagem). Segue-se a verificação da autenticidade, através de leitura digital, do identificador único de cada embalagem, uma a uma. Os medicamentos são, assim, "localizados" informaticamente no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Caso algum dos códigos de cada embalagem não exista, esteja errado, ou tenha sido picado noutro local do País (hospital ou farmácia), o sistema dá o alerta imediatamente.

Um processo muito moroso, mas que Joaquina Sanganha, diretora do Serviço Farmacêutico do CHL, considera ser «uma garantia de qualidade para o SNS, que paga pelo medicamento que está a ser dispensado e não por um medicamento falsificado, é uma garantia para o farmacêutico que tem a certeza que dispensa produtos de qualidade e de origem autorizada, e é uma garantia para os utentes que sabem que o produto é seguro e não adulterado».

Ainda segundo esta responsável, «é um sistema que apesar de toda a restruturação que envolveu no serviço, faz todo o sentido. A implementação desta diretiva europeia vem reforçar o foco do CHL na segurança do doente», que investiu perto de cinco mil euros neste sistema cuja implementação levou à reorganização da sala de receção da medicação e da adoção de processos mais rigorosos no que toca à gestão de stock. O funcionamento do sistema implica a alocação de mais um assistente técnico, um assistente operacional e de um técnico superior de diagnóstico e terapêutica ao Serviço Farmacêutico.

O Centro Hospitalar de Leiria torna-se, desta forma, um dos primeiros hospitais do País a cumprir a diretiva europeia que estabelece um código comunitário relativo aos medicamentos para uso humano, para impedir a introdução de medicamentos falsificados na cadeia de abastecimento legal, e que prevê que este tipo de sistemas seja aplicado a todos os hospitais e farmácias comunitárias (de venda ao público) na União Europeia.

Na mesma diretiva refere-se «um aumento alarmante de medicamentos que são falsificados no que diz respeito à sua identidade, história ou origem. Esses medicamentos contêm normalmente componentes fora das especificações ou falsificados, ou não contêm um ou mais componentes, ou contêm componentes – incluindo sustâncias ativas – em dosagens incorretas, representando uma ameaça séria para a saúde pública», como define a importância da criação e harmonização de dispositivos de segurança na União Europeia para identificação e verificação de autenticidade de cada embalagem, como para se comprovar a sua eventual adulteração.

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