Segurança contra Incêndio em Hospitais

Os hospitais carecem de atenção especial na definição das medidas e gestão de segurança contra incêndio a implementar, tendo em conta as especificidades deste tipo de edifícios e dos seus ocupantes.

Os ocupantes dos edifícios hospitalares são dos mais vulneráveis, pelas suas condições físicas, que os impedem muitas vezes de se deslocar pelos seus próprios meios para um local seguro em situação de emergência. Os edifícios, pelas atividades aí realizadas, apresentam também riscos de incêndio consideráveis e muito próprios, decorrentes das elevadas quantidades de roupa de cama aí existentes, da elevada quantidade de equipamentos, líquidos e gases inflamáveis existentes nos laboratórios e salas de operações e também da presença de garrafas e sistemas de transporte de oxigénio. Estudos revelam, inclusivamente, que as principais causas de incêndios em hospitais são equipamentos de cozinha, resíduos, cabos elétricos, iluminação, equipamentos de aquecimento, máquinas e secadores de roupa, equipamentos médicos e equipamentos eletrónicos.

Tendo em conta todas estas especificidades, caso não sejam tomadas as medidas necessárias e adequadas, dificilmente será garantida a segurança contra incêndio deste tipo de edifícios e dos seus ocupantes.

Com o presente artigo pretende-se identificar as medidas de segurança contra incêndio a implementar em edifícios hospitalares, decorrentes da atual legislação de segurança contra incêndio em edifícios e, simultaneamente, dar orientação relativamente a algumas regras de boas práticas a aplicar.

Ana Ferreira (Diretora Técnica da APSEI)

Artigo publicado na edição nº13 da HS

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