Principais infeções associadas aos cuidados de saúde estão a diminuir

Esta é uma das conclusões do relatório que o Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos divulgou recentemente, sobre o panorama de 2016.

O último estudo de prevalência da infeção, feito em 2012, apontava para uma taxa de prevalência de 10,5 por cento – o novo estudo aponta para uma taxa de 7,8 por cento. Ainda assim, a prevalência continua superior à média que o conjunto dos países europeus apresentava em 2012 (6,1 por cento).

Olhando para os tipos de infeção separadamente, constata-se uma descida gradual da pneumonia associada à intubação endotraqueal, que começou por ser de 11,2 por cento em 2008 e é agora de 7,1 (embora de 2014 para 2015 se tenha registado um aumento de 7,1 para 8,4 por cento). Também na infeção associada a cateter intravascular central a tendência foi de redução, situando-se a taxa em 0,9 em 2016. A taxa de incidência de infeção do local cirúrgico, em 2016, foi de 17,9 por cento para o cólon e reto (18,9 em 2015), 2,5 por cento para a parte biliar (2,7 por cento em 2015), 1,8 por cento para a prótese da anca (2 por cento em 2015) e 1,6 por cento para a prótese do joelho (1,8 por cento em 2015).

O consumo de antibióticos nos cuidados de saúde primários aumentou de 21,3 em 2015 para 21,6 em 2016, expresso em DDD por mil habitantes/dia. Nos hospitais a cifra passou de 1,57 para 1,58. Ainda assim, em ambos os casos trata-se de valores inferiores à média da União Europeia.

O relatório salienta ainda que a adesão das unidades de saúde à monitorização das práticas de higiene das mãos tem vindo a aumentar de forma gradual, tendo-se registado um aumento desta adesão em 2016, que se quantificou em 73 por cento.

2016 foi também o ano do início da monitorização do uso de luvas. 74 unidades de saúde aderiram a este tipo de monitorização, sendo 39 por cento hospitais públicos.

Descida também na generalidade da resistência aos antimicrobianos

A percentagem de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) tem vindo a decrescer desde 2011, ficando em 43,6 por cento em 2016 (face a 46,8 por cento em 2015). A descida progressiva desde 2011 está relacionada, segundo o relatório, não só com a implementação e alargamento do PPCIRA como com a a implementação da norma do MRSA, da Estratégia Multimodal de Promoção das PBCI, implementação do PAPA com redução de quinolonas/carbapenemos.

Também a Enterococcus faecalis resistente à vancomicina e a Escherichia coli resistente a quinolonas registaram decréscimos. No entanto, a Klebsiella Pneumoniae resistente aos carbapenemos registou uma acentuada subida de 3,7 por cento em 2015 para 6,4 por cento em 2016. Recorde-se que a Klebsiella Pneumoniae, comum nas infeções de trato urinário, respiratórias e da corrente sanguínea, dissemina-se rapidamente, podendo ser causadora de surtos caso não sejam aplicadas as adequadas medidas de prevenção e controlo.

Metas para 2020:

  • Reduzir o consumo de antibióticos na comunidade para um valor abaixo das 19 doses diárias por 1.000 habitantes;
  • Manter a prevalência de klebsiella pneumoniae resistente aos carbapenemos, em isolados invasivos, abaixo de 6 %;
  • Reduzir para menos de 8 % as infeções hospitalares;
  • Reduzir para menos de 10 % as infeções nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados

Consulte o relatório em https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/12/DGS_PCIRA_V8.pdf

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