Cuidados domiciliários pediátricos do HGO realizou 500 visitas

A Equipa de Cuidados Domiciliários Pediátricos (ECDP) do Hospital Garcia de Orta (HGO) já realizou perto de 500 visitas e assistiu cerca de 150 crianças.

A equipa, criada em março de 2020, totalizou mais de 450 horas de cuidados dedicados a crianças e jovens que apresentam necessidades especiais (prematuros ou com doença crónica complexa, limitante ou ameaçadora da vida), bem como os seus cuidadores, apoiando-os na autonomização para a prestação de cuidados.

O presidente do Conselho de Administração do HGO, Luís Amaro, explicou que “este modelo tem permitido a prestação de cuidados diferenciados às crianças e famílias (…)”, referindo que “o trabalho desta equipa tem sido fundamental na melhoria da articulação com os Cuidados de Saúde Primários, proporcionando um maior envolvimento dos agentes promotores da saúde da criança/jovem e família”, com um retorno considerado “muito positivo”.

A Equipa de Cuidados Domiciliários Pediátricos do HGO é constituída por um médico e seis enfermeiras especialistas em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, profissionais dos serviços de Internamento de Pediatria, Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos e Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos Pediátricos.

Ao longo de quase dois anos de atividade, a ECDP tem dado resposta a crianças, jovens e famílias dos concelhos de Almada e do Seixal em diferentes situações clínicas.

Esta linha assistencial abrange, além das visitas e vacinação, o acompanhamento pós-alta do recém-nascido com validação da capacitação dos pais no domicílio, em articulação com os cuidados de saúde primários; a realização de procedimentos como observação clínica, consulta de enfermagem, administração de terapêutica, colocação de sonda vesical e sonda gástrica, aspiração de secreções, punção venosa, colheita de espécimes para análise; entre outros.

O diretor do Serviço de Pediatria do HGO, João Franco, acredita que “este apoio disponibilizado às crianças e famílias possa ser o futuro dos cuidados em Pediatria” e que “a permanência da criança no seio da família e no seu domicílio é, por si só, promotora do desenvolvimento e da sua autonomia”.

“Por outro lado, as complicações inerentes a este contexto, comparativamente com um internamento em ambiente hospitalar, são francamente reduzidas”, concluiu João Franco.

Segundo a enfermeira-gestora do Serviço de Pediatria do HGO, Clara Rocha, “neste modelo de cuidados as relações estabelecidas entre os profissionais do HGO com as famílias ficam mais próximas, tornando esta dinâmica mais gratificante para todas as partes envolvidas”, acrescentando que “estes cuidados aumentam a segurança no domicílio e atuam na prevenção de complicações” dos pacientes.

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