OMS assume cobertura universal como objetivo para 2020

  • 13 setembro 2018, quinta-feira
  • Gestão

A organização Mundial de Saúde divulgou o relatório europeu de Saúde 2018, um documento que destaca a continuação do aumento da esperança média de vida na Europa e a diminuição da morte prematura, mas também alerta para a incapacidade de travar ou reverter os efeitos nefastos do consumo de tabaco, álcool e da obesidade.

Tendo em conta que já nos encontramos a mais de meio caminho da implementação dos objetivos Saúde 2020, o relatório faz uma análise dos progressos alcançados. O peso da doença e os fatores de risco, pessoas saudáveis, bem-estar e seus determinantes, e processos, governança e sistemas de saúde são os componentes da monitorização dos objetivos do programa.

Redução da mortalidade prematura

Neste objetivo, a Europa tem alcançado progressos significativos. Dados significativos evidenciam um progresso nas últimas décadas, mas ainda assim os autores do relatório alertam para as desigualdades nas taxas de mortalidade entre sexos, e também entre países. O tabaco e a dieta pouco saudável, com excesso de sal e açúcar, estão entre as preocupações da Organização Mundial de Saúde.

Outra das preocupações é o crescimento do número de pessoas que advogam a não vacinação, lançando as bases para um clima de desconfiança em relação à sua segurança. Neste sentido, a OMS desenvolveu, em 2017, um guia para ajudar os profissionais de saúde a combater estas desconfianças (http://www.euro.who.int/en/health-topics/disease-prevention/vaccines-and-immunization/activities/communication-and-advocacy/facing-vocal-vaccine-deniers-in-public-debate).

Aumentar a esperança de vida

Apesar de a esperança de vida no momento no nascimento estar a aumentar, também neste campo existem discrepâncias entre países.

Um dos indicadores usados na monitorização deste objetivo é o número de anos de vida saudável aos 65, numa altura em que toda a Europa se debate com o envelhecimento da sua população. Este dado mede o número de anos, a partir dos 65, que se espera que as pessoas vivam de forma saudável. Os países do norte e centro da Europa apresentam os melhores resultados nesta matéria, com Portugal na causa da tabela, tendo atrás de si apenas quatro países: Estónia, Croácia, Letónia e Eslováquia (dados de 2015 do Eurostat).

Reduzir as desigualdades na Saúde

As desigualdades a nível de países e de sexos em matéria de mortalidade infantil têm vindo a diminuir, tendo a Europa registado uma redução assinalável desde 2000. Em 2015, a mortalidade infantil em indivíduos do sexo masculino era de 7,3 por mil, e de indivíduos do sexo feminino de 5,9 por mil. No entanto, apenas 29 países forneceram dados nesta matéria.

Melhorar o bem-estar da população europeia

Encarar o bem-estar como um conceito multidimensional faz parte dos objetivos para 2020, o que significa que abarca aspetos tão distintos como o suporte emocional ou o acesso a instalações sanitárias e água potável. Neste âmbito, registam-se desigualdades entre áreas urbanas e rurais da Europa.

Assegurar cobertura universal e direito à saúde

O objetivo 5 da lista da Organização Mundial de Saúde postula cobertura universal em Saúde até 2020, bem como o direito à saúde. A Assembleia das Nações Unidas fez da cobertura universal uma das prioridades do seu programa de trabalho para 2019-2023, através da prioridade estratégica “redução de barreiras persistentes no acesso aos serviços de saúde e proporcionar a mais 1 bilião de pessoas acesso a cobertura universal em saúde”.

Os autores do relatório entendem também que a cobertura universal irá colocar o sistema de saúde numa posição mais favorável para responder a novos desafios, como a resistência aos antibióticos. A resistência aos antibióticos conduz a estadias hospitalares mais prolongadas, além de custos e mortalidade mais elevados. Atualmente, há países a desenvolver estudos nesta área, que envolvem a formação de equipas interdisciplinares, formação para os hospitais e envolvimento de laboratórios de referência.

Estabelecer objetivos nacionais e metas relacionadas com a Saúde

Os Estados Membros mostraram um compromisso com a adoção de abordagens que permitam alinhar as suas políticas nacionais com as estratégias do Saúde 2020. A percentagem de países que relataram ter estabelecido metas ou indicadores de saúde e bem-estar, ou que planeavam fazê-lo no futuro, aumentou de 73 por cento em 2010 para 88,4 por cento em 2016. Neste ano, já eram menos de 7 por cento os países que declaravam não ter planos nesta matéria. 

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